Prevendo os riscos

A gestão de riscos não é uma tarefa simples. Para explicar o comportamento irracional desta prática pelas pessoas, Daniel Kahneman, teórico da finança comportamental e professor da Universidade de Pinceton, combina a economia com a ciência cognitiva, onde estabelece uma base para os erros humanos comuns. No livro de sua autoria, “Thinking, Fast and Slow” (Pensando Rápido e Devagar), o objetivo é ensinar que a impulsividade é a pior ação quando se trata de economia.

Para o professor, o excesso de otimismo ou de confiança podem gerar muitos erros. Parte da culpa reside em pensar rápido. Hoje em dia, as decisões precisam ser muito rápidas e geralmente são motivadas por emoções e impulsos, mesmo quando se deveria estar pensando devagar, usando a reflexão e a lógica para analisar as opções. Para precaver-se do viés de otimismo, aconselha a chamada “autópsia prévia”, isto é, em vez de esperar o projeto morrer, supõe-se que ele morreu de fato e tenta-se analisar o que deu errado.

O fato é que empresas embarcam, muitas vezes, em projetos claramente fadados ao fracasso, iludidas pelo otimismo. Muitos enxergam o mundo mais benigno do que realmente é, seus próprios atributos como mais favoráveis do que são e as metas como mais alcançáveis do que parecem ser. Além disso, tendem a supervalorizar a habilidade de prever o futuro, alimentando uma confiança demasiadamente otimista.

Neste simples exercício de futurologia, segundo o professor, deveríamos imaginar que tudo o que planejamos deu errado para tentar encontrar as possíveis causas. Um curioso exercício de criatividade pessimista (ou realista?), em que a ficção pode ajudar a evitar uma trágica realidade.

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