Novas demandas na educação

Você consegue imaginar como o mercado de trabalho estará daqui a uma década? Em muitos países, as profissões que mais buscam candidatos a uma vaga de trabalho não existiam há 10 anos e, ao que novos estudos indicam, o ritmo de mudança só vai acelerar. Um relatório recente divulgado pelo Fórum Econômico Mundial mostra que 65% das crianças que ingressam hoje no sistema de ensino vão acabar trabalhando em funções que ainda não foram criadas. Segundo profissionais de recursos humanos ouvidos pela pesquisa, esta situação demanda uma nova atitude de empresas, que precisam estar preparadas a capacitá-los a partir do momento em que são contratados. E mais: este cenário demanda mudanças também no ensino formal.

Segundo os especialistas, as pessoas estão chegando às empresas sem saber se comportar, já que , para eles, a escola vê um filme diferente daquele que é exibido no mundo real. O ensino tradicional ainda responde com modelos criados para atender demandas antigas e isso traz consequências até para tarefas simples dentro de uma corporação. Mesmo dominando aspectos técnicos da própria área de atuação, muitos profissionais chegam ao mercado sem saber se vestir direito, negociar, ou como lidar com pessoas de culturas diferentes, por exemplo.

Parte da origem e também da solução para o problema está na educação básica. É possível, desde a primeira infância, desenvolver competências socioemocionais, o que traz consequências diretas na vida adulta. Um bom exemplo vem do Ministério da Educação de Ontário, no Canadá. Em 2009, ele alterou as diretrizes curriculares para que contemplasse o desenvolvimento de habilidades socioemocionais nos alunos. A mudança se deu a partir de uma necessidade percebida pelo distrito em formar os jovens de maneira mais completa, tanto para o mercado de trabalho, quanto para a vida adulta em geral.

A rede de escolas de sua capital, Ottawa, desenvolveu um projeto interessante para responder a essas novas demandas. Para atrelar aos conteúdos acadêmicos o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, foi elaborado um plano de ação que envolveu professores, gestores, empresários, representantes da comunidade e os próprios alunos. Em um primeiro momento, diretores e gestores fizeram uma reflexão sobre quais habilidades gostariam que os estudantes tivessem quando deixassem a escola. Já com esse pensamento aguçado, fizeram uma grande consulta pública, envolvendo professores, estudantes, funcionários das escolas, membros da comunidade e empresários locais no debate.

O que surgiu claramente desse processo foi que o papel da escola não pode se restringir apenas às competências acadêmicas, mas que tem toda uma gama de habilidades sociais que precisam ser desenvolvidas. Entre elas, as principais são:  criatividade, espírito inovador e colaborativo, estar aberto a novas ideias e lidar com desafios. Os resultados desta iniciativa já estão sendo percebidos pela comunidade escolar e servem de inspiração para redes de ensino de todo o mundo.

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O objetivo é, portanto, traçar um panorama imparcial sobre o universo profissional e gerar discussões sobre temas atuais e essenciais não só a quem vivencia o meio de RH, como a todos os profissionais brasileiros. Seja bem-vindo e contribua sempre com seus comentários, opiniões e sugestões!

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