Neste mercado, Brasil é líder em igualdade de gênero

Estamos acostumados a ver dados desanimadores sobre o mercado de trabalho, principalmente quando o assunto é a distância entre profissionais homens e mulheres. Mas parece que, pelo menos na área das ciências, existe um bom exemplo a ser seguido. Recentemente o Brasil surpreendeu justamente neste aspecto, quando foi apontado como líder global da igualdade de gênero em ciência, superando Estados Unidos, Reino Unido e os países da União Europeia.

O estudo “Gender in the Global Research Landscape” mostrou que a proporção de mulheres brasileiras que publicaram artigos científicos subiu 11% nos últimos 20 anos. Durante o período de 1996 a 2000, apenas 38% dos artigos publicados por brasileiros eram de autoria de mulheres. Agora, entre os países analisados, Brasil e Portugal apresentaram a maior porcentagem de mulheres autoras de artigos científicos acadêmicos: 49%.

Esta é a principal medida de evolução de uma carreira na ciência e academia e, atualmente, elas publicam metade de todos os artigos produzidos no país, atingindo a igualdade de gênero em um setor que tradicionalmente deixou homens à frente. No Brasil essa produção é mais robusta. Entre 2011 e 2015, as mulheres produziram 153,967 mil artigos — em Portugal, no mesmo período, a produção total feita por elas foi de 27,561 mil. Já nos Estados Unidos e Reino Unido, as mulheres foram responsáveis por 40% dos artigos científicos publicados entre 2011 e 2015. Na União Europeia e na Dinamarca, esta porcentagem foi de 41%. A maior disparidade de gênero foi vista no Japão, onde apenas 20% dos artigos foram produzidos por mulheres.

As brasileiras também foram bem em relação a outros indicadores do estudo. A proporção de mulheres “inventoras” no país subiu de 11% para 17% entre 1996 e 2015, sendo maior do que nos Estados Unidos (14%), no Reino Unido (12%) ou na União Europeia (12%). Já a notícia ruim é que, embora ocorra uma igualdade no número de publicações total, os artigos científicos femininos ainda são citados com menos frequência do que os artigos produzidos por homens no Brasil. Essa disparidade parece ser também válida para países como Portugal, Chile e México, incluídos no estudo.

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O objetivo é, portanto, traçar um panorama imparcial sobre o universo profissional e gerar discussões sobre temas atuais e essenciais não só a quem vivencia o meio de RH, como a todos os profissionais brasileiros. Seja bem-vindo e contribua sempre com seus comentários, opiniões e sugestões!

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