Mais trabalho remoto no Japão

A produtividade japonesa é famosa no mundo e isso se deve, pelo menos em parte, às longas jornadas de trabalho. Mas este cenário vem mudando e os profissionais do Japão, quem diria, têm passado cada vez menos tempo no escritório.

Além desta ser uma tendência mundial, o governo japonês também é um dos grandes incentivadores da mudança, recompensando com subsídios as empresas que estão criando uma cultura mais favorável ao trabalhador, com horários mais flexíveis e a alternativa de trabalhar de casa usando acesso remoto.

Segundo uma publicação internacional, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu elevar o número de pessoas que trabalham pelo menos um dia da semana de casa dos atuais 4% para mais de 10% do total de trabalhadores até 2020. É uma necessidade para o Japão colocar estas medidas em vigor: segundo dados recentes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, cerca de 22% dos japoneses trabalham 50 ou mais horas por semana, quase duas vezes a média de outros países desenvolvidos.

Com a força de trabalho sofrendo uma queda considerável, esta é a forma que as companhias encontraram para manter funcionários valiosos. O novo panorama tem o objetivo de facilitar a vida dos profissionais, principalmente mulheres, que precisam sair do trabalho para cuidar de filhos ou pais idosos.

Mesmo com as medidas adotadas, a transformação do formato de trabalho no Japão ainda é lenta. Enquanto em muitos países o trabalho remoto e o horário flexível são comuns, por lá ainda existe a cultura forte de que o funcionário fique até tarde no escritório e o contato pessoal neste ambiente é muito valorizado. Apenas 11,5% das empresas japonesas já utilizam um sistema de trabalho remoto, contra cerca de 50% das americanas, por exemplo.

Dois fatores ainda mantêm os japoneses céticos quanto aos benefícios do trabalho remoto. Um deles é que acredita-se que os smartphones fornecidos pelas empresas levarão os funcionários a se sentirem ainda mais ligados ao trabalho. O outro fator é o medo de estarem menos protegidos contra os hackers, um problema ressaltado recentemente, quando uma grande companhia viu milhares de e-mails internos serem divulgados na internet.

De qualquer forma, a mudança está ocorrendo e pode trazer benefícios que compensam qualquer temor. Um relatório recente revelou que mais smartphones, tablets e laptops no escritório poderiam dar um impulso à economia japonesa de cerca de uns US$ 15 bilhões. Embora o Japão seja um lugar fértil para as tecnologias de ponta, na ocasião 75% dos japoneses entre 18 e 49 anos possuam um smartphone, mas apenas 9% usam o aparelho para fins profissionais.

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