Representatividade de mulheres nas exatas

O retrato dos cursos de ciências exatas de todo país, como o de física, por exemplo, é uma sala de aula cheia de meninos e pouquíssimas meninas. E entre as que ingressam nas turmas, algumas ainda desistem por acreditarem que não se trata de um espaço para elas. No entanto, a falta de representatividade das mulheres nas carreiras de exatas começa antes mesmo da chegada ao ensino superior – no ensino médio, é raro ver professoras de física e matemática.

Para mudar este cenário, alguma iniciativas brasileiras já existem, como o projeto “Tem menina no Circuito”, idealizado por professoras do Instituto de Física da UFRJ, que organizam oficinas de eletrônica para despertar o interesse das jovens por ciência e tecnologia. Com atividades lúdicas que ensinam circuitos elétricos em meios alternativos, o objetivo é também fortalecer a autoconfiança das meninas e apresentar a elas referências de outras mulheres que atuam na área.

Uma pesquisa lançada no início deste ano pela Fundação Carlos Chagas também apresenta resultados em relação aos estereótipos de gênero nas carreiras. O levantamento realizado em dez escolas públicas do município de São Paulo, que ouviu mais de mil estudantes e professores, mostrou que 45,7% dos entrevistados concordam com a afirmação de que certos trabalhos devem ser realizados somente pelos homens.

Para os pesquisadores, essas percepções podem ser influenciadas por diferentes grupos que cercam os jovens, como a família, os amigos, a escola e, principalmente, a própria sociedade. Como recomendações para promover a equidade, a pesquisa também sugere ações para serem colocadas em prática nas escolas, como a criação de políticas de apoio à promoção de mulheres nas áreas das exatas desde o ensino médio, ampliação da discussão de gênero na formação inicial e continuada de professores, inclusão de temáticas de diversidade nos documentos da escola e representatividade das mulheres em diferentes funções e materiais utilizados no ambiente escolar.

Quanto mais diversa a produção do conhecimento, mais chances ele tem de apresentar novas visões. Segundo os estudiosos da UFRJ, a diversidade traz uma multiplicidade de pontos de vista que leva a um conhecimento mais diversificado, melhor e mais consistente. E eles concluem: se os países não puderem aproveitar todos os seus talentos, certamente eles sofrerão em termos de desenvolvimento econômico.

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