O fim do currículo tradicional

Qual foi a última vez que você atualizou o seu currículo? Das informações contidas nele, é provável que nem todas sejam realmente do interesse de um recrutador, sabia? O mercado está mudando e as características de um profissional desejado não necessariamente são as mesmas de anos atrás. Tanto no conteúdo quanto no formato, os especialistas são unânimes em afirmar: o currículo vai mudar.

Segundo uma reportagem de uma das principais publicações de economia do país, candidatos a estágio e trainee são os primeiros a adotar novas formas de apresentação, como vídeos, links para redes sociais e outras plataformas digitais. Além disso, o currículo vai depender muito do local da vaga. O documento é um reflexo do que o entrevistador quer ver e, por isso, é de um jeito no Brasil, nos Estados Unidos é de outro, na Europa e na Ásia também. Recrutadores de cada um destes lugares têm demandas diferentes em relação a um candidato, e isso se reflete no currículo que esperam receber.

Uma prática que vem chamando a atenção é a adoção dos chamados currículos cegos. Trata-se de uma tendência mundial de mercado que elimina do currículo detalhes de gênero, raça, idade, nacionalidade, endereço. Nele, iniciais substituem o nome e até o endereço de email é adaptado para que não “denuncie” nenhuma informação pessoal do candidato.

No Brasil, esse tipo de ajuste no currículo, para evitar interferência de preconceito no julgamento que um recrutador faz de um candidato, é raro, mas existe. Mudar a cultura no país vai levar tempo, mas é caminho sem volta. Na França por exemplo, empresas com mais 50 funcionários são obrigadas por lei a usar o currículo cego. Na Holanda e no Reino Unido essa política também já ganhou força.

Nas seleções também tem importado menos a descrição das tarefas diárias de um profissional e mais os resultados atingidos por ele. A tendência de o currículo destacar o que o profissional atingiu em vez de meramente descrever sua função na empresa começou nos Estados Unidos. No Brasil, é algo que começou a se intensificar após a crise dos últimos anos.

As mudanças vão além e podem significar até mesmo extinguir o papel. Na seleção de jovens profissionais, por exemplo, apresentações em vídeo já são uma realidade. E em quase todos os níveis hierárquicos, entrevistas por teleconferência são rotineiras em seleções de emprego. Para especialistas, preparar material em vídeo como complemento para o currículo é uma estratégia que precisa começar a ser considerada com mais atenção pelos candidatos. Embora não signifique o fim do documento por escrito, arquivos em vídeo conseguem mostrar importantes diferenciais competitivos como a habilidade em comunicação, algo que salta aos olhos de qualquer recrutador.

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