O destino do lixo eletrônico

O que você faz com seu lixo eletrônico? Enquanto muitas empresas de tecnologia estão pensando em formas de tornar seus produtos menos agressivos ao meio ambiente, um projeto desenvolvido pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Coppe-UFRJ, promete dar destinação correta a este lixo, produzido em alta escala, principalmente por empresas. Trata-se da primeira cooperativa do Rio de Janeiro para tratamento de lixo eletrônico – o chamado e-lixo – que será lançado, oficialmente, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Imagem: Reprodução

Vivendo na chamada “era digital”, o dia-a-dia praticamente não funciona mais sem computadores, celulares, televisão, dentre outros equipamentos eletrônicos. Com o acelerado avanço da tecnologia e a evolução destes equipamentos, modelos obsoletos são cada vez mais descartados e, precocemente, acabam entulhando e poluindo cidades. O Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes. E esta situação é grave, já que o lixo eletrônico possui componentes tóxicos que podem contaminar o solo e a água, causando, inclusive, danos à saúde da população. Foi pensando no destino final desses eletroeletrônicos, que cooperativas de catadores da Região Metropolitana, resolveram fazer uma parceria com a Coppe/UFRJ, na busca por uma solução.

A iniciativa da ITCP teve um resultado muito satisfatório e 620 quilos de placas de CPU, que iriam parar nos aterros misturados com resíduos orgânicos, serão vendidos e transformados em novos equipamentos na China. Já foram 12 toneladas de computadores recolhidos em um mês e meio do projeto, iniciado com duas cooperativas — a Coop Céu Azul, da Ilha do Governador, e a Cooperativa Popular Amigos do Meio Ambiente (Coopama), do Jacaré. O primeiro centro de desmontagem começa a funcionar no bairro Maria da Graça e o primeiro coletor será instalado na sede da Coppe-UFRJ, na Ilha do Fundão.

Imagem: Reprodução

Até o fim desse ano, o projeto prevê a formação de 22 cooperativas na cidade, gerando emprego e renda para os trabalhadores. O ITCP vem capacitando os cooperados na área de gestão, logística e formação do grupo para a ação, que, além de benefícios para o meio ambiente, gera inclusão social.

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2 thoughts on “O destino do lixo eletrônico

    1. Olá, tudo bem?
      O post fala sobre o projeto desenvolvido pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Coppe-UFRJ, que recolhe o lixo eletrônico. Todos estes resíduos serão vendidos e transformados em novos equipamentos na China. Para saber os pontos de coleta perto de você, indicamos que procure a própria UFRJ.
      Agradecemos o contato!

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