Gestão de talentos influencia nos resultados

As áreas de RH já entendem muito bem que os esforços de uma empresa não devem se voltar apenas para sua atividade fim, mas também – e muito importante – para a força de trabalho. Para confirmar esta máxima, um estudo global da Oxford Economics analisou milhares de empresas com diferentes níveis de rendimento ao redor do mundo. A conclusão comprovou que a priorização dos investimentos em pessoas melhora o desempenho e, consequentemente, os resultados financeiros das companhias. Embora isso pareça óbvio, muitas companhias não praticam esta filosofia.

O levantamento consultou 2,7 mil executivos, sendo que 15% deles informaram crescimento em relação aos períodos anteriores, contra 32% que disseram ter tido um resultado inferior. Com estes dados, foi possível chegar à conclusão de que as mesmas empresas que se preocuparam com a gestão de talentos são as que tiveram os melhores resultados, assim como ocorreu o contrário.

Mas o que as empresas mais bem sucedidas fazem de diferente? Um artigo da Revista Melhor discorre sobre as características das que possuem as melhores práticas de gestão de talentos. Uma delas é o fato de estar sempre de olho no futuro e nas tendências da força de trabalho. Mudanças como a chegada dos jovens da geração Y e o envelhecimento dos profissionais são fatores levados em consideração na estratégia de negócios. Isso porque, com a mudança no perfil dos trabalhadores, surgem novas necessidades, que devem ser pensadas para tornar as pessoas envolvidas com o negócio e, portanto, muito mais produtivas.

Apostar na retenção dos melhores talentos também é determinante para o sucesso destas empresas. As que têm as melhores performances geralmente estão mais satisfeitas com os candidatos recrutados para a maioria das posições. Com profissionais mais qualificados e adequados aos objetivos da companhia, maior a tendência de atingir resultados mais satisfatórios. Por sua vez, as recompensas dadas a estes colaboradores são mais voltadas para a meritrocracia. 65% das empresas de alto crescimento estão mais orientadas para o mérito do que para os cargos por si só.

Em companhias mais bem sucedidas, a priorização dos problemas na força de trabalho também impactam nos C-levels, ou seja, estas questões influenciam diretamente a estratégia nos níveis de presidência. Em contrapartida, quase um quarto dos executivos das empresas de menor performance dizem que esta preocupação fica em segundo plano no planejamento de negócios.

Por fim, um ponto determinante para o alto desempenho é a importância dada à qualificação. Mais da metade das empresas de maior desempenho oferecem programas de treinamento adicionais como benefício, comprovando a ideia de que colaboradores mais preparados são peças fundamentais para atingir mais resultados.

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O objetivo é, portanto, traçar um panorama imparcial sobre o universo profissional e gerar discussões sobre temas atuais e essenciais não só a quem vivencia o meio de RH, como a todos os profissionais brasileiros. Seja bem-vindo e contribua sempre com seus comentários, opiniões e sugestões!

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