Futuro e novas carreiras

Todos os anos, cursos tradicionais são os mais concorridos nos processos seletivos das universidades em todo o País. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas, no período 1991-2003 o número de novas carreiras universitárias passou de 125 para 572, com 82 áreas a mais de conhecimento. Optar por novos cursos como Biomedicina, Economia Agroindustrial, Engenharia Ambiental, Aeronave, Física de Materiais, Química Industrial, Gestão da Informação, pode ser uma alternativa para conseguir um emprego em um mercado – ainda – menos disputado. Esses empregos vão requisitar mais inovação e criatividade do que as formações tradicionais.

Estudos feitos no Brasil e no exterior sobre as profissões do futuro apontam alguns sinais que, se analisados de perto, podem fazer com que essas previsões tornem-se um pouco mais assertivas. Essas pistas sugerem que a expansão do emprego depende de três elementos inter-relacionados: perfil da força de trabalho, características demográficas e demanda por bens e serviço. Parte significativa das novas carreiras também estará relacionada às indústrias de tecnologia da informação, engenharia, energia e à sustentabilidade. Outra parcela estará concentrada em serviços, em áreas como entretenimento e saúde.

Imagem: Reprodução

As projeções para a primeira metade deste século indicam um significativo crescimento e envelhecimento da população mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas, haverá mais de 9 bilhões de pessoas no mundo em 2050. Quase 2 bilhões terão mais de 60 anos. Daqui a 39 anos o Brasil deverá ter uma população de 238 milhões de habitantes com um perfil igualmente mais maduro que o registrado atualmente: 50% dos brasileiros terá aproximadamente 40 anos. Projeções como essas tendem a moldar o trabalho do futuro, criando oportunidades para diversas profissões.

Através destes estudos, instituições identificam demandas de mercado e procuram criar cursos adequados para atender às empresas. Para quem está escolhendo a carreira ou se especializando, vale à pena conhecer as profissões que estarão em alta no futuro e que ainda não têm mão de obra especializada, como administrador público, tecnólogo e engenheiro de petróleo e gás, especialista em recuperação de áreas urbanas degradadas, especialista em logística fluvial, gerente de inovação, advogado especialista em direito eletrônico, desenvolvedor de web móvel, entre outros.

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