Executivos e o descanso

Férias? A palavra passa longe do vocabulário de grande parte dos altos executivos. Muitos deles julgam impossível se desligar um pouco do trabalho e estão envolvidos demais com ele para deixar substitutos na liderança. Ou então nem cogitam adiar grandes projetos e faltar a encontros importantes de negócios. Resultado: prefere-se cancelar as férias a correr o risco de estar inacessível. Você também é assim?

Para pessoas com este tipo de comportamento, a ideia de tirar alguns dias livres pode até trazer mais ansiedade do que relaxamento. Elas temem perder seu poder de influência, caso não estejam à disposição para tomar decisões. Por isso, quando de fato saem de férias, continuam ligadas em tudo o que acontece no escritório, checam e-mails e até fazem reuniões remotamente.

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De acordo com uma pesquisa comandada por uma consultoria nos Estados Unidos, feita com executivos de vários setores, 3% deles gostariam de se desconectar completamente do trabalho durante as férias. O levantamento avaliou também que 84% deles já cancelaram uma viagem devido a demandas de trabalho, como informou o The Wall Street Journal (WSJ). Um resultado muito parecido foi encontrado pelo site BlueSteps.com, que também estudou o assunto.

Alguns cargos tornam mesmo difícil o desligamento, mas nem de longe o comportamento é exclusividade de altos executivos. Um dado preocupante dá conta de que muitas empresas incentivam, mesmo que de forma velada, essa negligência com as férias, o que pode explicar a atitude de muitos funcionários que correm do descanso. A informação é de um outro estudo, também publicado pelo WSJ, que mostrou que empregados que tiraram menos tempo de férias do que tinham direito de uma única vez foram mais valorizados pelas companhias, e ganharam 2,8% a mais do que aqueles que tiraram férias cheias.

Especialistas em carreira são contra o comportamento e defendem o período de descanso, com desligamento real das atividades profissionais. A orientação vai muito além de uma determinação trabalhista, pois impacta na saúde e, consequentemente, no próprio desempenho do profissional.

Quando o período de férias é protelado por um longo tempo, por mais dedicado que seja, o indivíduo sofre desgaste e, conseqüentemente, a produtividade sofre uma baixa. Além disso, a intolerância e a irritabilidade aumentam, podendo causar dificuldades de relacionamento. Desconectando-se do escritório, o corpo e a mente se recuperam dos desgastes e a volta ao trabalho vem com muito mais satisfação e produtividade. Profissional e empresa ganham.

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O objetivo é, portanto, traçar um panorama imparcial sobre o universo profissional e gerar discussões sobre temas atuais e essenciais não só a quem vivencia o meio de RH, como a todos os profissionais brasileiros. Seja bem-vindo e contribua sempre com seus comentários, opiniões e sugestões!

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One thought on “Executivos e o descanso

  1. Obrigada pelo artigo. Estes estudos retratam bem a realidade Norte Americana e Anglo Saxônica em geral e provavelmente de outros países onde a cultura estimula que o trabalho venha em primeiro lugar. Considerando as diferenças de cultura, os países Nórdicos, por exemplo, como Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca tem uma atitude inversa. A qualidade de vida vem em primeiro lugar, e são as empresas que ficam mal se forçarem os funcionários a perderem seu tempo de ferais e mesmo a usarem seus tempos de almoço ou horário depois do expediente. A Holanda, onde moro há vários anos, também é partidária desse principio. Aqui as pessoas não deixam passar a pressão e estão muito conscientes de seus direitos. Tudo tem sempre por e contras. E aqui fica a mensagem de que há muitas formas diferentes de lidar com o mesmo assunto. Jussara

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