Chefe tóxico

É comum dizer que um mau chefe leva a empresa a ter baixa satisfação profissional, clima nervoso no escritório e alta rotatividade na equipe. Estes já são efeitos ruins, mas ainda tem mais. Segundo o psicólogo Christian N. Thoroughgood, da Universidade da Pensilvânia, os efeitos negativos do mau chefe são muito mais sutis e profundos. No artigo Bad apples, bad barrels and broken followers? (“Maçãs podres, barris podres e seguidores quebrados?”), publicado no Journal of Business Ethics, Thoroughgood afirma que o chefe tóxico é produto de um ambiente que reúne funcionários emocionalmente suscetíveis e um ambiente corporativo contaminado. “O chefe ruim precisa de solo fértil para prosperar”, diz.

A liderança nociva polariza negativamente o escritório. Em geral carismático, mas narcisista e centralizador, o mau chefe cria dois grupos principais: os conformistas e os aproveitadores (que enxergam nele uma chance de subir). Essa cisão, diz o psicólogo, permanece mesmo depois de o mau chefe ser mandado embora. O escritório vira uma área contaminada pelo cinismo. Pior: a pesquisa de Thoroughgood mostra que em mais de 80% dos casos o chefe tóxico só é demitido em casos de mau desempenho financeiro. A impunidade perpetua o mau exemplo.

Fonte: Época Negócios

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