Brasil precisa de mais engenheiros

O Brasil forma por ano cerca de 40 mil engenheiros, segundo dados da Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), porém, o déficit chega a 20 mil. Esse cenário é o avesso do que acontece em países como a China, onde, anualmente, são graduados 650 mil novos engenheiros. Enquanto isso, na Índia, são 220 mil e na Rússia, 190 mil, todos mercados em ascensão. Especialistas afirmam que a média de engenheiros de um país tem um papel importante para a taxa de inovação e defendem um olhar mais empreendedor na formação desses profissionais.

Imagem: internet

Para eles, é preciso repensar o modelo educacional, que ainda carrega uma formação academicista e aproximar os alunos do chão de fábrica das empresas. É preciso contaminar as escolas com atitudes empreendedoras voltadas para o mundo do trabalho e ter uma universidade que se liberte um pouco da “torre de marfim”.

Para levar a agenda de inovação às empresas brasileiras, o Senai, em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology), está criando 23 institutos de inovação e 62 centros de tecnologia. Ainda em processo de montagem, os centros serão aliados das empresas no desenvolvimento de novos produtos, processos, pesquisa aplicada, solução de problemas complexos e antecipação de tendências tecnológicas.

Fonte: PorVir

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6 thoughts on “Brasil precisa de mais engenheiros

  1. Não consigo entender esta colocação, pois eu sou Engenheiro Mecanico com 30 anos de experiencia em obras industriais de grande porte, as poucas que tiveram no Brasil nos ultimos tempos, e estou a 7 meses procurando uma colocação no mercado e não encontro, não só eu como outros amigos profissionais de mesma experiencia, então onde estão estes empregos, me desculpe mas acho que o CONFEA esta enganado, temos uma crise instalada e o mercado no Brasil esta parado, se alguem tiver alguma indicação me informe.

  2. Quando fala-se em formar mais engenheiros, usualmente comete-se o erro de pensar que a questão pode ser resolvida apenas focando na universidade, quando na verdade ela – a universidade – está só no final do caminho. Para que se possa ter mais jovens ingressando nos cursos de engenharia, matemática, física, biologia, etc. é preciso que desde o ensino básico – e mesmo antes – as crianças sejam estimuladas a seguir carreiras nestas áreas, e para isto o ensino tem que ser de muito boa qualidade – vejam os exemplos de Japão, Coréia do Sul, Noruega, etc. – e ministrado de forma tal que desperte o interesse das crianças. O mesmo quando se trata de fazer florescer e desenvolver o espírito empreendedor que normalmente as crianças costumam ter, mas que um ensino desestimulante, alienado e de má qualidade, pode apagar de forma irremediável.

  3. Caros, bom dia!

    A exemplo próprio, sou engenheiro, estagiei numa grande empresa de telecomunicações e me tornei funcionário desta. Mudei para outra multinacional de telecom há 4 (emprego atual). Possuo vivências de mais de 14 anos em diversos segmentos da área de telecomunicações, desde varejo/comercial a logística, passando pela técnica e engenharia. Participei de diversos cursos complementares relacionados a minha área de formação e estou escolhendo uma pos-graduação para formação continuada. Aproximadamente um ano venho consultando o mercado e me candidatando em algumas oportunidades, mas tenho visto que as vagas são muito concorridas e o grau de exigências a cada ano é maior. Assim como eu, tenho outros colegas na mesma situação. Como justificar este meu ponto de vista, se possuo os pré-requesitos para uma recolocação?

  4. ‘Na China são graduados 650 mil novos engenheiros, na Índia, são 220 mil e na Rússia, 190 mil’. Até repeti estes dados, de tão impressionantes comparados com os 40 mil formados por ano no Brasil que, assim, tem um deficit anunciado de 20 mil engenheiros por ano. Vamos chamar os veteranos, sem se deixar tomar pelos muitos preconceitos que inibem a contratação de seniores, em retorno ao mercado. E nem são tão caros como se poderia imaginar, afinal são profissionais em geral com suas vidas particulares resolvidas, filhos criados e que tem enorme necessidade de se sentirem úteis, trabalham pelo gosto, em sua maioria. Portanto, o retorno que dão versus remuneração costuma ser acima da média. O governo que, em boa hora, tenta suprir o mercado com mão de obra disponível no mercado internacional deveria antes colher os frutos mais à mão. Há milhares de profissionais seniores ansiando em retornar ao mundo corporativo, com dificuldades de achar uma janela de reentrada.

  5. Concordo com o Marco Antonio Muniz Duarte.
    Toda semana eu vejo uma reportagem nova que diz que o Brasil esta em falta de engenheiros.

    Eu acredito é que o mercado, mesmo precisando de engenheiros experimentados e com boa formação, não oferece condições atrativas na contratação.

    No meu caso, me formei em engenharia mecânica em 2009 e tenho 3 anos de experiência em inovação em processos de produção na Renault da França. Sou fluente em inglês e francês e não encontro uma empresa disposta a me pagar um salario justo!

    Não aceito receber 5 mil reais (ou menos), sem plano de carreira, sem plano de saude, etc. com a qualificação que eu tenho!

    Caso alguém esteja interessado no meu perfil favor enviar e-mail para alexandreguarato@gmail.com

  6. Prezados,
    Interessante as opiniões ,porem o problema é cultural do Brasil. Tenho 58 anos e o mercado no momento não tem oportunidades para profissionais maduros pois temos salários considerados altos, etc… Porem o modelo na Europa e EUA os maduros encontram mercado de trabalho favorável pela experiência acumulada e treinando os mais novos para no futuro serem seus substitutos.
    Estamos num período de recessão e em breve teremos mais oportunidades, pois alguém com experiência tem de ensinar aos mais jovens.
    Francisco Amaral
    fjamaral@oi.com.br

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